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"O México tem interesse que
isso seja resolvido antes de Cancún, e esperamos que isso vá acontecer",
disse Perez Motta à agência de notícias Associated Press nesta terça-feira,
segundo dia da reunião de representantes de comércio exterior em Montreal,
no Canadá.
A reunião, chamada de miniministerial, é o terceiro encontro de
representantes de 25 países neste ano, em preparação para a reunião
ministerial da OMC em Cancún, no México, marcada para setembro.
As dificuldades para fechar um acordo sobre patentes e redução de subsídios
agrícolas são os dois principais impasses dessa rodada de liberalização
comercial e ameaçam todas as negociações.
Garantias
Os países mais pobres que quiserem usar cópias mais baratas de remédios
patenteados teriam que dar garantias de que esses medicamentos não serão
contrabandeados de volta para países ricos, segundo o embaixador mexicano.
Perez Motta disse à AP que alguns países disseram aceitar uma "declaração do
presidente" (do comitê que trata do assunto na OMC), acompanhada de um
acordo formal, permitindo a quebra de patentes por países pobres em
circunstâncias especiais.
As regras da OMC já permitem a quebra de patentes e a compra de genéricos de
fabricantes locais por países que estejam enfrentando crises de saúde
pública.
Esse acordo foi fechado na reunião da OMC em Doha, no Qatar, em 2001, e
atendeu aos interesses de países que fabricam genéricos, como o Brasil.
No entanto, a maioria dos países pobres não têm uma indústria farmacêutica e
não houve acordo na OMC para que eles fossem autorizados a importar
genéricos de outros países.
Um grupo de países desenvolvidos, liderado pelos Estados Unidos, vêm
bloqueando as negociações para atender os interesses dos grandes
laboratórios, que temem a concorrência de países produtores de genéricos,
como Brasil e Índia.